ERA UMA VEZ UM RASGA-SACOS! O Vô Sem Parafuso recebeu um novo email do Sheik. (Não, não era de um sheik árabe, e sim do cachorro-tapetinho, que o Vô chamava de Milk-Sheik! Ele dizia que sabia que uma leitora das histórias que o Vô Sem Parafuso escrevia, havia dito que iria aguardar que ele lhe enviasse um email também, e pedia para o Vô Sem Parafuso dizer a ela que infelizmente não poderia fazer isso, mas, que ela continuasse acreditando. Até porque o cérebro não sabe identificar se os comandos lhes enviados são falsos ou verdadeiros, na verdade ele não age, ele simplesmente reage de acordo com os estímulos recebidos! Por isso os humanos deveriam cultivar o hábito de só pensarem coisas boas e positivas!)
Ele aproveitou que a Aline a menininha mimadinha, havia saído com o papai e com a mamãe para fazer a matrícula da Aline na nova escola, e teclou para o Vô Sem Parafuso!
Os dois se davam muito bem, viviam com a cabeça nas nuvens, mas tinham os pés bem presos ao chão!
Viviam trocando idéias e conversando sobre vários assuntos (eu sei que você vai pensar que o Vô Sem Parafuso era maluco, mas, não dizem que o errado é que está certo?)
O Sheik contou que havia sido levado a um petshop para tomar banho, enquanto aguardava ele ficou observando o ambiente. (não dava pra pegar uma revista e ficar lendo pois aí o bicho podia pegar, já pensou, o que os outros animais e os humanos iriam pensar, ia ser o maior salseiro!).
Então o Sheik concluiu e constatou que havia pessoas que gostavam mais de animais do que de crianças! Ele achou um tremendo absurdo! É claro que ele, assim como os demais animais gostava de ser bem tratado, mas não era preciso tanto exagero.
Tinha pessoas que tratavam animais de estimação como se fosse gente! Era um desrespeito total à condição animal do bichinho!
Chegava a ser um ultraje ver cães e gatos de penteados, pelos coloridos, unhas pintadas, agasalhos de lã, na verdade era muita frescura!
E ninguém, da mesma forma que os adultos fazem com as crianças, lhes perguntava se eles queriam usar aquilo ou se sentiam felizes.
Mas os seus donos, ah! Vibravam e se orgulhavam como se aquilo fosse a coisa mais importante do mundo!
Na verdade eles transportavam para os bichinhos as suas neuras e necessidades de aparecer ou de se sentirem importante! (talvez os psicólogos contestem este ponto de vista, mas lembrem-se, que ele é defendido por quem sofre na pele os seus efeitos, o Sheik afinal é um cachorro!).
E o Sheik lembrava até de um dos seus ídolos que havia estrelado o filme A Dama e o Vagabundo!
Ele não tinha casa, era um vira-latas (hoje uma espécie em extinção pois desde o advento do saco plástico, cães sem dono deveriam se chamar rasga-sacos e não vira-latas!).
Mas o Vagabundo sabia se virar muito bem em qualquer situação, ele era pós- graduado na escola da vida e o seu instinto de sobrevivência o mantinha sempre atento, hoje, se bobear tem cachorro correndo de gatinho, pode uma coisa dessas?
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