Antonio Carlos de Paula

Dom Quixote Tupiniquim

Textos

ERA UMA VEZ UM KÃO GURU!

O Sheik estava ficando meio preocupado, pois tinha até gente o chamando de mestre, já pensou, de repente iriam cortar todo o seu tapete, e ele ficaria um cachorro careca vestindo um roupão alaranjado parecendo aqueles monges do Tibet?


Ia ficar muito engraçado, e um tanto quanto vexatório!


Então, como não podia, por motivos óbvios, teclar direto para as pessoas, ele pediu ao Vô Sem Parafuso que enviasse um recado a todos dizendo que ele simplesmente falava aquilo que pensava (diferentemente das pessoas que pensam antes de falar) e que ele não tinha a mínima intenção de ditar regras, normas e ou comportamentos.


Ele ficava feliz por algumas pessoas se identificarem com a sua forma de pensar, mas era só isso, ele não tinha nenhum gabarito pra ser guru, depois já imaginaram, ia parecer piada:


- E agora vamos ouvir o nosso KÃO GURU! Ou Assim falou o KÃO GURU!


Inclusive muita coisa do que ele dizia, havia lido no livro do Vô Sem Parafuso, Vender Vencer- Crônicas e Anotações, tinha um trecho na página 41 que ele gostava muito e que falava assim:


Pratique o seu autocontrole, pois para poder controlar a sua auto-estima e a sua confiança, é preciso saber o que VOCÊ deseja, traçar um plano de ação, detalhar o planejamento e executar o plano. Não esqueça que VOCÊ é o autor do roteiro e também o astro principal do filme da sua vida! É VOCÊ quem vai decidir entre o sucesso da vida maravilhosa que tanto deseja e a realidade da sua vida neste exato momento. Concentre-se na VITÓRIA, é claro que não se pode vencer sempre. Mas a forma como VOCÊ reage a algum eventual resultado não satisfatório, é que vai ser o fator determinante para atingir o alvo da sua realização. Caia na real, se VOCÊ começou a ler esta mensagem na esperança de que sua vida simplesmente mude da água para o vinho, como um passe de mágica ESQUEÇA!”


Então, o Sheik não tinha nada de especial (exceto o fato de ler, escrever, e, raciocinar às vezes mais do que a maioria dos seres humanos).


 Sempre que ele tinha tempo (e isso ele tinha bastante, e desde que não houvesse ninguém por perto, ele dava um jeitinho de ler alguma coisa, até mesmo os livros do Vô Sem Parafuso).


Ele também mandava um abraço pra todos os “lunáticos” e pedia encarecidamente:


Por favor; não me transformem num KÃO GURU!

 
 
 

AC de Paula


Publicado em 18/02/2010 às 14h14


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