SHEIK-MATE
A Aline e sua amiga mataram a sede e saíram outra vez em disparada pra rua, era brincadeira que não acabava mais, a Aline estava sempre muito feliz!
O Sheik também era só felicidade, ele nem ligava muito que a Aline nem sempre o levava para as brincadeiras, também, ele era um cachorro, que graça tinha ficar brincando de pular corda ou de pega-pega?
E assim ele tinha bastante tempo livre para se dedicar a sua meditação diária, e também as suas leituras e pesquisas.
A internet era uma coisa simplesmente maravilhosa, pena que a maioria das pessoas e principalmente das crianças não sabia fazer dela uma ferramenta útil para qualquer tipo de atividade.
Depois que as meninas saíram o Sheik voltou ao se estado normal, (quer dizer, o normal pra ele era ser anormal para os humanóides), foi para o computador e abriu a sua caixa de mensagens.
O email do Vô Sem Parafuso contava com riqueza de detalhes toda a história da descoberta da garrafa e da mensagem enigmática!
É claro que imediatamente o Sheik se entusiasmou com a possibilidade de poder exercitar a sua lógica e o seu raciocínio, mas, desde o início ele já soube que não ia ser nada fácil!
Mas como dizia o Pai Voador do Vô Sem Parafuso “cabeça foi feita pra pensar”, e não havia outra forma para decifrar o enigma!
O Sheik depois do vexame da primeira noite no novo palácio, quando ficou assustado com o barulho da caixa de tranqueiras da mudança caindo estrondosamente em plena madrugada, já havia se redimido.
Ele não era assim um super-herói feito o Homem Morcego, mas também não era nenhum covarde, e provou isso de uma forma inesquecível!
A Aline a menininha mimadinha e a mamãe também mimadinha e o papai dela estavam na sala assistindo televisão, de repente ouviram o Sheik latir e rosnar lá fora, o papai da Aline abriu a porta e o Sheik fez a sua entrada triunfal com uma lagartixa entre dos dentes. Foi o maior corre-corre pela casa, a Aline corria pra um lado, a mamães pro outro, e o papai Marcelo gritava com o Sheik pra ele largar a lagartixa!
Ele obedeceu, mas a mordida havia sido forte e o bicho caiu no chão partido ao meio, um pedaço pra cada lado e metade do bicho saiu correndo, e todo mundo ficou mais assustado ainda!
O Sheik só não caiu na gargalhada porque não podia dar bandeira! (onde é que já se viu cachorro dar risada).
Mas por dentro ele ria muito e se divertia afinal ele havia dado um xeque- mate no seu medo!
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